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| Magnatas se desentendem na gestão do Carrefour |
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BERNARD ARNAULT, 4° NO RANKING DE MILIONÁRIOS DA FORBES E CONTROLADOR DA REDE, ENFRENTA RESISTÊNCIA DE INVESTIDORES MINORITÁRIOS.
Os rumores de uma negociação com o Pão de Açúcar ocorrem em meio a uma sequência de desentendimentos entre os acionistas do Carrefour. Com pouco mais de 14% dos papéis, o magnata francês Bernard Arnault, o quarto homem mais rico do mundo no ranking da Forbes, e o fundo de investimentos Colony, liderado pelo executivo Sebastien Bazin, possuem o controle do grupo.
Mas, como a maioria das ações do grupo está pulverizada no mercado, é possível que acionistas minoritários mobilizem os demais para influenciar em decisões estratégicas, criando uma disputa pelo comando. Foi exatamente isso que aconteceu nos últimos três meses, após o anúncio de que o grupo poderia vender 25% do Carrefour Property, seu braço imobiliário.
O investidor Eric Knight, dono de 1,5% das ações da rede, percorreu oito cidades da Europa e dos Estados Unidos em apenas duas semanas para se reunir com 45 acionistas do Carrefour, entre eles a família Defforey, fundadora do grupo, segundo comunicado de 11 de abril.
Knight é um acionista ativista, como são chamados os investidores que querem mudar as decisões das empresas, e conseguiu fazer com que detentores de 20% das ações do Carrefour se comprometessem a votar contra a venda do braço imobiliário.
Após a mobilização, a questão foi retirada da próxima assembleia de acionistas, que será realizada em 21 de junho. Knight, que está à frente do fundo Knight Vinke, promete tumultuar a reunião ao questionar a estratégia do grupo.
Knight já causou dores de cabeça a outros CEOs. No HSBC, ele criticou os pagamentos de bônus elevados e as perdas com créditos subprime (alto risco). Knight vem comprando ações do Carrefour na bolsa de valores há cerca de um ano e pretende influenciar as decisões da rede varejista.
Os desentendimentos sobre a venda de ativos do grupo e o fraco desempenho na operação do Carrefour na França motivaram a saída de um de seus altos executivos. James McCann, diretor-executivo da unidade francesa, se desligou no início de maio, 15 meses após a sua contratação. Suas funções foram assumidas por Lars Olofsson, o principal executivo do grupo.
A proposta de vender o braço imobiliário da rede varejista faz parte de uma corrida de seus principais acionistas para recuperar perdas que tiveram com o Carrefour. Desde que Arnault e o fundo Colony compraram a empresa, as ações da companhia caíram de 52 euros para 30,26 euros, na cotação de ontem.
Pelo mesmo motivo, surgiram rumores sobre a venda da operação brasileira em 2007. Na ocasião, a companhia crescia em um ritmo menor do que seus concorrentes. A ideia foi abandonada após a compra da rede Atacadão no Brasil.
O Carrefour não é o principal negócio do magnata Bernard Arnault. Ele é dono do maior conglomerado de luxo, o grupo LVMH, dono de marcas como Louis Vuitton, Dior Givenchy, Tag Heuer e Dom Pérignon. Sua fortuna é estimada em US$ 41 bilhões (cerca de R$ 66 bilhões), o que o coloca na condição de homem mais rico da França é o quarto no mundo, segundo a Forbes.
Fonte: IG Economia |




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